Marcha pela Saúde

Violência Contra as Mulheres

A MGF acarreta graves consequências uro-ginecológicas, obstétricas, sexuais e psicológicas para as meninas e mulheres. Não raras vezes, é feita com recurso a instrumentos de corte inapropriados (faca, tesoura, pedaço de vidro, navalha), não esterilizados e geralmente sem anestesia.

Qualquer profissional de saúde envolvido/a na prática da MGF viola o quadro deontológico.

Consequências Físicas da MGF

- Dor intensa devido ao corte de terminações nervosas e de tecido genital;
- Sangramento excessivo e choque séptico;
- Dificuldades na eliminação de urina ou fezes;
- Infecções várias;
- Dor crónica;
- Aumento da prevalência de herpes genital;
- Maior vulnerabilidade às infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o VIH/SIDA;
- Complicações no parto, incluindo parto mais demorado, obstruído e fístulas obstétricas;
- Diminuição da qualidade de vida sexual;
- Morte causada por hemorragia ou infecções diversas, incluindo tétano e septicemia.

Consequências Psicológicas da MGF

- Medo/receio de ter relações sexuais;
- Síndrome de stress pós-traumático;
- Ansiedade, depressão e perda de memória;
- Perturbações psicossomáticas com quadros de sintomatologia como insónia, pesadelos, perda de apetite, perda de peso ou ganho de peso excessivo, pânico, dificuldades de concentração e aprendizagem e outros sintomas de stress pós-traumático.


A MGF acarreta graves consequências uro-ginecológicas, obstétricas, sexuais e psicológicas para as meninas e mulheres. Não raras vezes, é feita com recurso a instrumentos de corte inapropriados (faca, tesoura, pedaço de vidro, navalha), não esterilizados e geralmente sem anestesia.

 

Qualquer profissional de saúde envolvido/a na prática da MGF viola o quadro deontológico.

Consequências Físicas da MGF

 

- Dor intensa devido ao corte de terminações nervosas e de tecido genital;

- Sangramento excessivo e choque séptico;

- Dificuldades na eliminação de urina ou fezes;

- Infecções várias;

- Dor crónica;

- Aumento da prevalência de herpes genital;

- Maior vulnerabilidade às infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o VIH/SIDA;

- Complicações no parto, incluindo parto mais demorado, obstruído e fístulas obstétricas;

- Diminuição da qualidade de vida sexual;

- Morte causada por hemorragia ou infecções diversas, incluindo tétano e septicemia.

 

Consequências Psicológicas da MGF

 

- Medo/receio de ter relações sexuais;

- Síndrome de stress pós-traumático;

- Ansiedade, depressão e perda de memória;

- Perturbações psicossomáticas com quadros de sintomatologia como insónia, pesadelos, perda de apetite, perda de peso ou ganho de peso excessivo, pânico, dificuldades de concentração e aprendizagem e outros sintomas de stress pós-traumático.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a MGF compreende todas as intervenções que envolvam a remoção parcial ou total dos órgãos genitais femininos externos ou que provoquem lesões nesses órgãos por razões não médicas. Pode ser feita entre os 0 e os 14 anos, poucos dias após o nascimento, antes da rapariga se casar e/ou após a 1ª gravidez. O procedimento é realizado em meninas e raparigas e varia entre países e regiões. No entanto, tem uma maior incidência no Continente Africano. Dados da OMS estimam que mais de 130-140 milhões de mulheres, raparigas e meninas tenham sido já submetidas à MGF e que cerca de três milhões se encontrem anualmente em risco de vir a ser mutiladas. A MGF constitui uma violação grave dos direitos humanos de meninas e mulheres e uma forma de violência com base no género!

De acordo com a OMS existem 4 tipos de MGF:

Tipo I – Clitoridectomia: Remoção parcial ou total do clítoris e/ou do prepúcio do clítoris.

Tipo II – Excisão: Remoção total ou parcial do clítoris e dos pequenos lábios, com ou sem excisão dos grandes lábios (excisão).

Tipo III – Infibulação: Estreitamento do orifício vaginal através da criação de uma membrana selante, pelo corte e aposição dos pequenos lábios e/ou dos grandes lábios, com ou sem excisão do clítoris.
 
Tipo IV: Todas as outras intervenções nefastas sobre os órgãos genitais femininos por razões não médicas, por exemplo: punção/picar, perfuração, incisão/corte,
escarificação e cauterização.

Em actualização.

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